O que é o OJS e por que as revistas científicas o usam
O OJS (Open Journal Systems) é o software de código aberto para gerir e publicar periódicos científicos desenvolvido pelo Public Knowledge Project (PKP), uma unidade da Simon Fraser University, no Canadá. Dezenas de milhares de revistas no mundo usam o OJS, e ele é especialmente forte entre os periódicos de acesso aberto que não cobram nem de autores nem de leitores.
O OJS não é um gerenciador de conteúdo genérico adaptado a revistas. Ele foi construído para o fluxo editorial de um periódico científico, que organiza em quatro etapas: submissão, avaliação por pares, edição de texto e editoração. Cada etapa tem seu painel, seus arquivos e sua discussão interna, e tudo fica registrado. Uma revista que hoje funciona com e-mail, pastas compartilhadas e uma planilha passa a saber, a qualquer momento, quem está com cada manuscrito, em que etapa ele está e desde quando.
No Brasil, o OJS foi introduzido pelo Ibict em 2003, quando era chamado de SEER. Hoje a comunidade usa o nome original, OJS, e o sistema é recomendado pela Capes. Se a sua revista já roda no OJS, o trabalho talvez não seja implantar do zero, e sim levar uma instalação antiga para a versão com suporte vigente, com segurança e sem perder o histórico.
Como a BiblioLabTech implanta o OJS
Implantar o OJS é colocar em ordem um processo editorial, não só instalar um software. A BiblioLabTech conduz o projeto nesta sequência:
- Diagnóstico. Revista nova ou existente, quantos números anteriores, em que estado estão os arquivos e metadados, e se a instituição vai operar um ou vários periódicos.
- Infraestrutura. Domínio ou subdomínio para cada revista, HTTPS, armazenamento dimensionado e backups do banco de dados e dos arquivos, sempre na versão de suporte de longo prazo vigente.
- Configuração. Título, ISSN, idiomas, seções, papéis, formulários de avaliação, prazos e modelos de e-mail de cada etapa.
- Migração do histórico. Importação estruturada quando há metadados em CSV ou XML, migração direta quando a revista já usava o OJS, ou carga manual pelo Quick Submit.
- DOI e indexadores. Plugin da Crossref, exposição OAI-PMH, exportação para o DOAJ e informações públicas que os indexadores verificam.
- Piloto e capacitação. Um manuscrito de teste percorre as quatro etapas antes do primeiro número real, e cada papel recebe capacitação própria.
A migração do histórico é o passo mais subestimado: não existe forma automática de transformar um site antigo ou uma coleção de PDFs soltos em números bem estruturados. O detalhe técnico de cada etapa está no guia de implantação e hospedagem do OJS. As decisões editoriais de fundo, como tipo de avaliação, prazos e critérios de rejeição, continuam sendo da revista; a infraestrutura, a configuração e a migração ficam com a BiblioLabTech.
DOI, metadados e indexação: o que a plataforma resolve
Para atribuir DOIs, a revista precisa ser associada à Crossref e ter seu prefixo próprio. Com essas credenciais, configuramos o plugin da Crossref no OJS e definimos em que momento cada artigo recebe o DOI, com depósito automático a cada publicação ou revisão manual antes do envio. Deixar isso pronto desde a instalação evita reatribuir identificadores depois.
O OJS também expõe os metadados por OAI-PMH, o que permite a coleta por agregadores e pelo repositório institucional. No Brasil, o Oasisbr, portal do Ibict, coleta registros de revistas científicas e de repositórios, e esse conteúdo segue para a LA Referencia. Os metadados podem ser publicados em português, espanhol e inglês no mesmo artigo, como pedem os índices regionais, e o conteúdo pode ser depositado na rede de preservação do PKP, valorizada por vários indexadores.
Convém ser preciso: DOAJ, Latindex e SciELO avaliam o mérito editorial, a periodicidade e as políticas da revista. O OJS ajuda a demonstrar boa parte desses critérios de forma verificável, mas nenhum fornecedor de software pode garantir a indexação.
Hospedagem, atualizações e suporte
O OJS roda em Linux com PHP e banco de dados MySQL/MariaDB ou PostgreSQL. Pode ficar na nuvem gerenciada pela BiblioLabTech ou no data center da instituição. Recomendamos dimensionar o armazenamento pensando nos arquivos originais de cada submissão, que costumam pesar mais do que as versões publicadas.
O suporte anual cobre atendimento a incidentes, manutenção do servidor e dos backups quando a hospedagem é nossa, atualizações de versão planejadas, apoio funcional à equipe editorial e revisão periódica da configuração de DOI e indexação.
Quanto custa implantar o OJS
O software é gratuito. O que tem custo é o trabalho e a infraestrutura em torno dele. Faixas de referência para o primeiro ano, cobrindo implantação e migração:
| Cenário | Primeiro ano (referência) |
|---|---|
| Revista nova, sem histórico | US$ 1.500 a US$ 3.000 |
| Revista com histórico moderado a migrar | US$ 3.000 a US$ 6.000 |
| Revista com histórico extenso e metadados incompletos | US$ 6.000 a US$ 10.000 |
| Várias revistas da mesma editora universitária | Soma por revista, com desconto na infraestrutura compartilhada |
Ficam fora desses valores a anuidade da Crossref e o custo por DOI depositado, pagos diretamente pela revista, e a hospedagem recorrente quando contratada à parte. Cada proposta sai do diagnóstico do inventário real de números a migrar.
OJS integrado ao restante da biblioteca
Os periódicos da instituição não precisam viver isolados. Os metadados do OJS podem ser coletados por OAI-PMH pelo repositório institucional ou pelo BiblioMeta, o metabuscador da biblioteca, e os usuários podem se autenticar no diretório institucional. Nossas ferramentas de IA, como o MetaExtract API e os chatbots, são compatíveis com o OJS.
A BiblioLabTech implanta o OJS com a mesma equipe que opera o Koha e o DSpace da Escuela Colombiana de Ingeniería Julio Garavito e o repositório da Universidad Americana, no Paraguai, com atendimento remoto em português. Conte-nos sobre a sua revista e responderemos com escopo, prazo e custo.
O Open Journal Systems é desenvolvido pelo Public Knowledge Project em pkp.sfu.ca.