O que é o BiblioScan AI
O BiblioScan AI é a ferramenta de catalogação com inteligência artificial da BiblioLabTech: a partir de fotos de um livro, ela gera o registro bibliográfico em MARC21 e o carrega no sistema da biblioteca para que o catalogador revise e salve. Foi criada para o problema mais comum do processamento técnico: livros que chegam mais rápido do que a equipe consegue descrevê-los, e um acervo acumulado que nunca diminui.
Catalogar com IA não é um clique mágico. É uma cadeia concreta de etapas, e entendê-la é o que permite calcular quanto tempo a sua equipe vai ganhar e o que vai continuar pedindo a ela. O formato importa: o MARC21 é o padrão em que a Fundação Biblioteca Nacional, agência bibliográfica nacional do Brasil, registra suas descrições, e é nele que o BiblioScan AI entrega o registro.
Como funciona a catalogação com IA, passo a passo
- Captura. Fotos da capa, da página de créditos (onde costumam estar a ficha catalográfica, o ISBN, a editora e o ano) e do sumário, feitas com o celular.
- Reconhecimento. O reconhecimento óptico de caracteres converte a imagem em texto, e modelos de visão e de linguagem interpretam esse texto: o que é título, o que é ISBN, o que é nome de autor.
- Mapeamento. Cada dado vai para o campo e o subcampo MARC21 correspondentes, segundo o perfil de catalogação da biblioteca. Não é o mesmo extrair "Silva, Ana" e saber que esse dado vai no campo 100 como entrada principal.
- Preenchimento. O registro estruturado é inserido diretamente no Koha, no DSpace ou no Alma, sem copiar e colar entre ferramentas.
- Revisão. O catalogador confere, normaliza e decide antes de salvar.
O guia de catalogação com inteligência artificial detalha o que acontece tecnicamente em cada etapa. A divisão do trabalho fica assim:
| Tarefa | O que a IA faz | O que o bibliotecário revisa |
|---|---|---|
| Leitura do livro | Extrai título, autoria, editora, ISBN e ano da foto | Confirma que o dado corresponde ao exemplar, e não a outra edição |
| Estrutura MARC21 | Leva cada dado ao campo e subcampo corretos | Revisa casos atípicos: obras anônimas, vários autores, séries |
| Autoridades | Propõe o nome como aparece no livro | Normaliza contra as autoridades já usadas no catálogo |
| Assunto e classificação | Sugere assuntos a partir do conteúdo | Decide a classificação segundo a política da biblioteca |
| Casos difíceis | Sinaliza baixa confiança quando a foto ou o dado não estão claros | Completa ou corrige esse registro à mão |
O que muda no trabalho da equipe
O ganho está no reconhecimento, no mapeamento e no preenchimento, que no processo manual consomem minutos de digitação por campo e com IA acontecem em segundos. A revisão continua levando o tempo que sempre levou decidir esses casos, mas passa a ser a única parte do processo que consome tempo humano.
Duas situações práticas: quando a biblioteca tem vários exemplares do mesmo título, cataloga-se o título uma vez e cada exemplar adicional entra como item desse registro, com código de barras e localização próprios. E quando o livro pertence a uma série, a IA identifica a série se ela aparece na capa ou na página de créditos, mas decidir como tratá-la no catálogo é uma questão de política catalográfica, não do modelo.
Há também limites que convém dizer com clareza: em obras raras, alfabetos não latinos, publicações seriadas e materiais audiovisuais, o ganho é menor e a revisão maior.
Compatível com o sistema que você já tem
O BiblioScan AI se integra ao Koha, ao DSpace e ao Alma, e é compatível com o ABCD. Não há migração: a ferramenta se conecta ao sistema em produção. Na Universidad Continental, no Peru, ele funciona sobre uma plataforma comercial de gestão de bibliotecas que já estava implantada, o que mostra que a catalogação com IA não exige mudar para software livre.
Para quem está implantando o Koha com a BiblioLabTech, o BiblioScan AI vem incluído sem custo adicional desde o primeiro dia.
BiblioScan AI e MetaExtract API: acervo físico e acervo digital
As duas ferramentas automatizam a descrição, mas partem de fontes diferentes. O BiblioScan AI lê fotos de material impresso e preenche registros MARC21 no catálogo. O MetaExtract API lê documentos em PDF, como teses, dissertações, artigos e relatórios, e preenche os metadados do repositório. Muitas bibliotecas universitárias usam as duas: uma para o acervo físico e outra para a produção digital. Veja como funciona a extração de metadados com IA para documentos digitais.
Como é a implantação e como se contrata
A implantação segue esta ordem: conectar o BiblioScan AI ao sistema da biblioteca, definir o perfil de catalogação (campos obrigatórios, vocabulários de assunto), processar um lote de teste com material real para calibrar a extração e, só depois de validado, abrir o fluxo para toda a equipe, com o procedimento de revisão combinado. O prazo típico é de seis a oito semanas, piloto incluído.
O serviço é contratado como licença anual, que inclui implantação, configuração, suporte e melhorias. O valor depende do número de unidades que o utilizam, do volume de processamento e das integrações com sistemas de terceiros, e a proposta sai do diagnóstico e do lote de teste, não de uma tabela genérica.
Onde o BiblioScan AI funciona hoje
A Universidad Continental, no Peru, usa o BiblioScan AI sobre sua plataforma comercial, e o serviço foi renovado. A Universidad Católica Luis Amigó, na Colômbia, incorporou a ferramenta para catalogar o material físico depois de estabilizar o MetaExtract API, e também a renovou. A Escuela Colombiana de Ingeniería Julio Garavito cataloga no Koha com o BiblioScan AI, com revisão humana obrigatória antes de salvar cada registro.
A BiblioLabTech atende bibliotecas de qualquer país, com atendimento em português. Envie-nos fotos de alguns livros representativos do seu acervo e processamos essa amostra para mostrar o resultado com o seu próprio material.